Como as relações de trabalho podem mudar após a pandemia?

Como as relações de trabalho podem mudar após a pandemia?

Deve crescer em 30% o número de empresas adeptas ao home office, aponta pesquisa

Para diminuir o índice de transmissão do novo coronavírus (Covid-19), o isolamento social foi recomendado pelos órgãos de saúde como a medida mais eficiente. No entanto, a indicação fez com que empresas fechassem temporariamente ou, em outros casos, adaptassem os seus processos e a rotina dos funcionários, gerando diversos questionamentos sobre as relações de trabalho.

Muitos especialistas já debatem sobre a constitucionalidade das medidas provisórias, editadas pelo Governo Federal (MPs 927 e 936), relacionadas ao tema e acreditam que o período de quarentena causará grandes alterações nos direitos trabalhistas.

Thais Ridel, professora de Direito Previdenciário do IDP, destacou a repercussão social e econômica da situação. Segundo ela, é importante pensar sobre quais recursos precisam existir para implementar ajustes que não prejudiquem a sociedade. “Retirar direitos sem analisar toda a questão do risco gera consequências muito grandes”, disse.

Já Ricardo Melantonio, superintendente de comunicação, jurídico e compliance do CIEE, ressaltou os efeitos psicológicos causados pelo novo vírus como um fator de alerta que deve ser observado. Além disso, comentou sobre a relevância do compliance frente à temática e possíveis ilegitimidades das normas.

Em meio a tantas adaptações que o mercado e os colaboradores estão passando durante este período de crise, as organizações buscam meios para não interromper as atividades, manter os empregos e atender às demandas dos seus clientes. Pensando nisso, a implementação de recursos tecnológicos e o home office se destacam como as soluções mais buscadas para sobreviver à situação.

Crédito: divulgação

Em entrevista à CNN, o economista Gabriel Pinto mencionou que a quarentena acelerou a digitalização do trabalho, mas só trará efeitos positivos para as empresas e os profissionais que se adaptarem no período. “O teletrabalho, o home office, os negócios mais orientados para o mundo digital, são efeitos que eram esperados para os próximos anos e agora cada vez mais farão parte do dia a dia. Isso tem consequências em todo o mundo de trabalho, desde a forma como se produz até a distribuição de produtos e serviços. É nesse momento que as profissões precisam se reinventar. Para isso, tem que estar aberto ao risco, ao aprendizado e com soluções que a gente não esperava enfrentar”, comenta.

Gabriel falou ainda sobre áreas que poderão sofrer com a inserção da transformação digital e destacou algumas das tecnologias que fazem parte das prioridades de investimentos das corporações ao redor do mundo, como a inteligência artificial, a computação em nuvem e o Big Data.

Empresas que nunca tiveram experiências com a prática do home office ou mesmo aquelas que já tinham testado o formato tiveram de colocar à prova o trabalho remoto como nunca antes. Para algumas companhias, o formato tem dado certo e, por isso, pensam em implementar de maneira permanente como um dos benefícios corporativos ou, pelo menos, tornar a rotina no escritório mais flexível, através de revezamentos entre os funcionários, permitindo que fiquem mais dias por mês trabalhando de casa quando tudo, em tese, voltar à normalidade.

Um levantamento que contou com 705 profissionais, com idades entre 24 e 58 anos – entre eles, pessoas que ocupam cargos de gestão e liderança –, feito do dia 23 de março a 5 de abril pela Fundação Dom Cabral, em parceria com a consultoria Grant Thornton, concluiu que cerca de 54% dos colaboradores que estão em regime home office pretendem seguir desta forma quando a pandemia acabar.

Além disso, estima-se que o número de empresas que adotam o home office deve aumentar em 30%. Essa informação é da Tendências de Marketing e Tecnologia 2020: Humanidade Redefinida e os Novos Negócios, que realizou um estudo pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e levou em consideração a opinião de gestores de 100 empresas.

Grande abraço!

Tomé Ferreira

Graduando em TECNOLOGIA EM MULTIMÍDIA DIGITAL pela UNISUL Iniciei minha carreira como “Desenhista” de prancheta. Arte-finalizava tudo manualmente também fazendo trabalhos esporádicos de Jornalismo Social. Fundei o Portal Duniverso em 2009 iniciando de vez minha saga pelo jornalismo o qual me apaixonei. Vida inteligente na WEB.

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