Psicologia infantil: mente criminosa

Psicologia infantil: mente criminosa

No cuidado com nossas crianças a internet se torna uma ferramenta fabulosa para quem sabe aproveitar e navegar com uma certa responsabilidade, claro que nem sempre, pois navegar no ócio pelo ócio (rs) é uma delícia (nas horas vagas, rs, tenho muitas… mentira).
Em uma dessas minhas andanças achei esta matéria muito boa sobre a mente humana, sua formação a partir da infância e detalhes sobre mentes criminosas.
O estudo é interessante principalmente para aqueles, que como eu, tem filhotes e procura dar o melhor a eles.

Falha cerebral aumenta em 50% as chances de uma pessoa se tornar homicida.
Extraído do texto de Monique Ravanello e Sílvia Lisboa.

No fim do século 19, Jack, o Estripador espalhou o terror pelas ruas de Londres. Cerca de 50 anos depois, Ed Gein, acusado de atos de canibalismo contra suas vítimas, chocou os Estados Unidos. No Brasil, João Acácio Pereira da Costa, o Bandido da Luz Vermelha, assustou moradores de São Paulo na década de 60. Na mente de assassinos que viveram em épocas e nações distintas pode haver algo em comum. Uma pesquisa revela que uma falha cerebral aumenta em 50% as chances de o indivíduo se tornar um criminoso.

O psicólogo britânico Adrian Raine, professor da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, dedica-se ao estudo da mente de assassinos há mais de 30 anos. Para ele, a manifestação do comportamento criminoso depende em 50% dos fatores sociais, como o ambiente em que o indivíduo cresceu. A outra metade deve ser creditada a fatores biológicos, como alterações da quantidade de massa cinzenta em uma região do cérebro denominada córtex pré-frontal, ligada ao controle das emoções – o que Raine chama de neurobiologia do crime.

– O cérebro de criminosos apresenta uma redução significativa da quantidade de massa cinzenta nessa região. Psicopatas também apresentam menor freqüência de batimentos cardíacos e suam menos quando confessam seus crimes – afirma Raine, que participou do 4º Congresso Brasileiro de Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado na semana passada, em Bento Gonçalves.
Durante o evento, o pesquisador apresentou imagens dos cérebros de assassinos em série, feitas por meio de PETs, sigla em inglês para tomografia por emissão de pósitrons. A análise dos exames – realizados em 41 serial killers – mostrou que eles tinham uma atividade cerebral diminuída no córtex pré-frontal, comparando-se com neuroimagens de pessoas normais.

– O dano nessa região cerebral pode resultar em impulsividade, perda do autocontrole com certa freqüência e excesso de emoções, ou seja, em uma pessoa com mais propensão à violência – explica o psicólogo.
As neuroimagens também revelaram que o ambiente influencia o desenvolvimento de uma mente criminosa. Assassinos que tiveram histórico de violência doméstica e de abuso apresentaram um déficit 14% maior nessa região do cérebro quando comparados a pessoas normais e a assassinos que não passaram por esses problemas.

Em crianças submetidas constantemente a situações de estresse e medo, ocorre a descarga dos hormônios cortisol, adrenalina e noradrenalina. Essas substâncias podem fazer o cérebro amadurecer de forma errada, desencadeando comportamentos violentos no futuro.
– Não se pode afirmar que crianças vitimadas serão adultos violentos, mas a correlação é forte quando vista retrospectivamente. De cem crianças espancadas, abusadas ou negligenciadas, é possível que oito se tornem adultos perigosos. Mas se tomarmos cem adultos perigosos, é provável que 80 tenham sido abusados, espancados ou negligenciados quando crianças – diz Marcos Rolim, professor de Direitos Humanos do IPA e consultor em segurança pública e direitos humanos.
Além dos fatores ambientais, distúrbios neurobiológicos que se manifestam nos primeiros seis anos de vida da criança, como o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), podem aumentar as chances de o indivíduo se tornar violento ao chegar à fase adulta, alertam pesquisadores.

Para o psiquiatra Carlos Salgado, a agressividade por si só faz parte do comportamento animal e não é necessariamente ruim. Graças a essa característica, atletas buscam sempre a vitória no esporte em que praticam, por exemplo.
– Ser agressivo é diferente de partir para a agressão. Se houve agressão, ocorreu um ato que prejudicou alguém. E isso, com freqüência, está associado a outros distúrbios psiquiátricos ou ao abuso de álcool e drogas – diz.

Grande abraço!

Matéria completa na fonte:
clicrbs.com.br

Imagens:
sxc.hu

Tomé Ferreira

Graduando em TECNOLOGIA EM MULTIMÍDIA DIGITAL pela UNISUL Iniciei minha carreira como “Desenhista” de prancheta. Arte-finalizava tudo manualmente também fazendo trabalhos esporádicos de Jornalismo Social. Fundei o Portal Duniverso em 2009 iniciando de vez minha saga pelo jornalismo o qual me apaixonei. Vida inteligente na WEB.

18 comentários em “Psicologia infantil: mente criminosa

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