Penélope Cruz e Almodóvar: Abraços Partidos.

Estreia Abraços partidos, drama do diretor espanhol que gira em torno de quatro personagens.


À frente do elenco de Abraços partidos, a atual musa de Pedro Almodóvar, Penélope Cruz.

 

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar não esperou seu aniversário de 60 anos (comemorado em setembro) para se entregar um presente especial: “Abraços Partidos”, seu novo filme, estreou na Espanha em março. Há três temporadas ele não realizava um longa (Volver, sua criação anterior, foi lançado em 2006). O filme, que pode ser visto a partir de hoje em várias cidades, tem à frente do elenco a atual musa do diretor, Penélope Cruz, que ele já dirigiu em outros quatro filmes (Volver, Tudo sobre minha mãe, Carne trêmula e um curta – que Almodóvar promete que estará no DVD de Abraços partidos, já que foi criado a partir da experiência com os intérpretes deste filme).

O drama de Abraços partidos gira em torno de quatro personagens. Mateo Blanco (Lluís Homar) vive quase isolado há 14 anos, depois que perdeu a visão e a mulher de sua vida num acidente. Assumiu quase integralmente a identidade de Harry Caine (o pseudônimo com que assina trabalhos literários, já que quase abandonou sua vida anterior e a realização de filmes), e seus únicos vínculos importantes com o mundo são Judit Garcia (Blanca Portillo), sua fiel produtora, e o filho desta, Diego (Tamar Novas, de 23 anos – Almodóvar nunca escondeu sua predileção pela beleza quase adolescente de alguns atores). Sobre eles, paira a memória de Lena (Penélope Cruz), a mulher que amava, a atriz com quem estava trabalhando, a ponta supostamente mais frágil de um trágico triângulo amoroso.

Assista o trailer abaixo:

Segundo Almodóvar, em Abraços partidos tudo é duplo – do filme dentro do filme às personas e identidades das personagens, e suas histórias, e os dramas em que mergulham, voluntariamente ou sem querer. E, claro, as citações, a si mesmo e a outros – o diretor, em momentos de seu filme, remete a outros momentos, e a outros, e a outros filmes, numa rede em que a única coisa que importa é o mergulho na ideia que o espectador faz da paixão.

DUPLICAÇÃO O “dobro” é um dos marcos de Abraços partidos. Não como um termo moral (“ambiguidade”, “duplicidade”), mas como “duplicação, “repetição” ou “ampliação”. O filme tem início com a imagem dos dois dublês dos protagonistas. Ernesto Martel Filho duplica o comportamento do pai, apesar de ser o último modelo que ele gostaria de imitar. Quando seu pai morre, Martel Filho planeja se vingar da memória dele com um filme que fale da forma como o pai o anulou e o destruiu enquanto viveu. Apesar de ser homossexual, Martel Filho casou-se duas vezes, como o pai. E tem dois filhos que o odeiam tanto quanto ele odeia o progenitor.

O protagonista masculino tem dois nomes. Quando o Mateo cego começa a se chamar de Harry Caine, faz isso para fugir de si mesmo. A realidade dele é insuportável. Ele só consegue sobreviver “se suplantando” ou “se duplicando”. “Diversos personagens trabalham com cinema. Sempre disse que, para mim, o cinema é a representação da realidade e, às vezes, seu mais fiel reflexo, sua ‘duplicação’”, explica o diretor. Penélope Cruz interpreta duas pessoas. Magdalena, uma mulher bonita e pobre demais para resistir à generosidade envenenada do magnata Ernesto Martel. E Pina, sua contrafigura, a protagonista de Garotas e malas, filme dentro do filme.

Seção : Cinema – 04/12/2009 07:00

Fonte: http://www.new.divirta-se.uai.com.br/

Tomé Ferreira

Graduando em TECNOLOGIA EM MULTIMÍDIA DIGITAL pela UNISUL Iniciei minha carreira como “Desenhista” de prancheta. Arte-finalizava tudo manualmente também fazendo trabalhos esporádicos de Jornalismo Social. Fundei o Portal Duniverso em 2009 iniciando de vez minha saga pelo jornalismo o qual me apaixonei. Vida inteligente na WEB.

13 comentários em “Penélope Cruz e Almodóvar: Abraços Partidos.

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