A força das redes sociais: Recursos Humanos na internet

A força das redes sociais: Recursos Humanos na internet

Celia Spangher publicou em seu blog uma matéria interessantíssima produzida pela ilustre Tatiana Sendin jornalista da revista VocêRH (Editora Abril) sobre a força e o crescimento das redes sociais virtuais.
A matéria nos dá uma excelente visão sobre como as redes sociais virtuais atuam e atuarão dentro da área de RH.

Caiu na rede é candidato

As ferramentas de recrutamento online caíram no gosto dos gestores de RH, que encontraram nelas uma solução mais barata para buscar muitos profissionais em pouco. tempo

por Tatiana Sendin

Adeildo Nascimento, diretor de recursos humanos da GVT, operadora de telefonia, precisa contratar 2500 funcionários neste ano — a maioria deles vai trabalhar na Região Sul. Para dar conta de achar tanta gente em tão pouco tempo num mercado já carente por profissionais, Nascimento passou a usar profissionalmente os currículos que ele mesmo e sua equipe já recebiam pelo LinkedIn. “Eram currículos bem legais de gente interessada em trabalhar na GVT”, diz ele. Se a área de atendimento ao cliente da empresa já usava as redes sociais para acompanhar a opinião dos clientes, por que não o RH também cair na rede para angariar candidatos?
A ideia de Nascimento para suprir as vagas em aberto vem sendo explorada no mundo todo. No ano passado,
355 gestores de pessoas dos Estados Unidos disseram aos consultores da Jobvite (empresa de recrutamento online) que já usavam ou pretendiam usar sites como LinkedIn, Facebook e Twitter para encontrar e atrair candidatos. A maioria (72%) pretendia até reduzir o investimento em formas tradicionais de recrutamento, como empresas terceirizadas, e aumentar o investimento nas redes sociais.
Até empresas que ainda usam os velhos anúncios de jornal para publicar suas oportunidades ou vão às faculdades para atrair potenciais talentos estão se rendendo ao mundo virtual. A fabricante de computadores Dell, por exemplo, precisa anunciar nos jornais as vagas para as fábricas, como montadores e operadores de máquinas, pois esse público dificilmente usa e-mail. No entanto, para
40% das vagas de média gerência para cima, a empresa já contrata pelo LinkedIn — um acordo que vale para todas as filiais no mundo.

A busca por profissionais nas universidades — outra forma de atrair talentos — também vem perdendo força com a popularização das redes sociais. “As universidades não perceberam a importância do mercado corporativo”, diz Antonio Salvador, diretor de RH da PriceWaterhouseCoopers. “Esses eventos acabam sendo um varejão.”
Até 2008, os consultores da
Price faziam palestras em feiras e universidades para obter trainees. O investimento era alto: a empresa gastava entre 50 000 a 100 000 reais por ano com isso, além do custo de mandar representantes do RH e sócios para visitar cerca de 25 faculdades no Brasil inteiro para falar com 500 jovens. A empresa concluiu que uma hora era insuficiente para que 500 indivíduos conhecessem a empresa, tirassem suas dúvidas e decidissem se queriam ou não trabalhar lá. Para checar essa percepção, em 2008, a equipe de Salvador levantou quanto desse público se inscrevia no programa de trainee e descobriu que era apenas 10%. Os outros 70% vinha mesmo por indicação de funcionários ou pessoas ligadas à Price.

MAIS RÁPIDO E MAIS BARATO

No ano passado, a Price manteve as palestras nas faculdades, mas decidiu se arriscar no mundo online: pagou anúncios no MSN e no Google para divulgar o programa de trainee. “Daí começamos a ter um retorno melhor”, diz Salvador. Ele e outros gestores acreditam que as redes e mídias online funcionam como uma forma de ampliar a rede de relacionamentos da empresa — como era o antigo networking, com troca de cartões. “Ninguém sabe o segredo do sucesso disso”, diz Salvador. “Mas precisamos testar para descobrir como tirar mais proveito dessas ferramentas.”
Testar foi o que o laboratório
Fleury fez com o Indica, o portal de recrutamento online da consultoria Allis. O Fleury começou a usar o Indica a convite do idealizador do serviço, Dan Turkieniez, para um projeto piloto. Pelo portal, pessoas indicam amigos com perfil para determinada vaga; se o amigo for escolhido, os indicadores recebem prêmios em vale-compras. O que começou quase informalmente, diz Cristiana Mello Portugal Gomes, gerente de desenvolvimento organizacional do laboratório, hoje ajuda o Fleury a encontrar rapidamente candidatos no país inteiro. “Se postamos uma oportunidade hoje, em três dias temos mais de 100 candidatos dentro do perfil.”
Desde o ano passado, Cristiana já contratou 30 funcionários pelo Indica — operadores de telemarketing, programadores de sistemas e alguns gerentes (a maioria da Geração Y). Hoje, o laboratório usa o portal como complemento aos processos tradicionais de recrutamento. Contudo, com o sucesso da ferramenta, os próprios gestores pedem para o
RH publicar as vagas primeiramente no Indica. A preferência se justifica: no modelo tradicional, Cristiana demora três semanas para conseguir três finalistas; pela internet, consegue em três dias.

Além de mais rápido, o chamado e-recruitment também sai 90% mais barato do que um processo tradicional, segundo a consultoria Mariaca. Em geral, o gestor de recursos humanos cria um perfil no LinkedIn, no Facebook ou no Twitter de graça. Ou mesmo quando contrata um serviço pago, como o do Indica ou do Vagas.com (outro portal de recrutamento online), o processo sai mais em conta. Enquanto as empresas de recrutamento terceirizadas cobram 30% para começar o trabalho e mais um percentual de até 20% do salário anual do candidato, o Indica, explica Dan Turkieniez, cobra 60% do salário mensal do candidato e apenas se ele for escolhido.

Outra vantagem, diz Patricia Epperlein, sócia e diretora-geral da Mariaca, é que o currículo do profissional fica rapidamente desatualizado nos bancos de currículos das empresas. E, na rede social, o próprio candidato se encarrega de atualizar as informações. Afinal, está todo mundo na rede: o Facebook terminou 2009 com 112 milhões de visitantes, um aumento de 105% durante o ano, segundo a comScore, empresa americana especializada em pesquisas sobre internet. O LinkedIn terminou com 20 milhões.

Reportagem completa clicando aqui.

Forte abraço!

Fonte:
revistavocerh.abril.com.br
Autor (a):
Tatiana Sendin
Imagens:
Sxc.hu

Tomé Ferreira

Graduando em TECNOLOGIA EM MULTIMÍDIA DIGITAL pela UNISUL Iniciei minha carreira como “Desenhista” de prancheta. Arte-finalizava tudo manualmente também fazendo trabalhos esporádicos de Jornalismo Social. Fundei o Portal Duniverso em 2009 iniciando de vez minha saga pelo jornalismo o qual me apaixonei. Vida inteligente na WEB.

13 comentários em “A força das redes sociais: Recursos Humanos na internet

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