Nomes de Ruas

Nomes de Ruas

Por Antônio de Oliveira

Considera-se logradouro um espaço livre, inalienável, destinado à circulação pública de veículos e de pedestres e, como tal, reconhecido pelo poder público. É, assim, um genérico de ruas, alamedas, travessas, becos, avenidas, praças, pontes, viadutos, rodovias. Conferir-lhes um nome tem sido uma questão de natureza e implicações políticas. Isso toma tempo, sobretudo de vereadores, envolve gastos para a escolha da pessoa a ser homenageada e se presta a calorosos debates sobre o nome de quem merece ou não merece. Como os tempos mudam, mudam-se também inúmeros nomes ao sabor das injunções políticas, valendo tais mudanças como um sinal dos tempos e uma preferência, cultura ou culto de época. Até ontem, o nome de um ditador, a partir de agora o nome de um opositor vitorioso que, às vezes, se tornou também ditador. Verdadeiros heróis e verdadeiros vilões, desde que famosos, disputam placas indicativas e nelas se revezam. Isso para não falar nos nomes de pseudodemocratas hereditários. Eta ser humano!…

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Acho que cabe a pergunta: Por que dar nome de gente a ruas e a outros logradouros semelhantes? Claro que o “para quê” funciona. Pois a resposta é: em geral fazer média política. Mas, como fica a história? Imaginem se de repente fôssemos rebatizar todas as ruas e avenidas Presidente Vargas e, em Minas Gerais, Benedito Valadares. Sinto saudades, em Belo Horizonte, de nomes como Av. Araguaia, Av. Tocantins, Av. Paraopeba, Av. Paraúna… No interior, ainda me soa agradável o nome Rua Direita. E não sei como ainda não pensaram em criar o nome Rua Esquerda, opondo-se assim, até na designação de ruas, a esquerda à direita.

Outra ideia foi dada, há mais de dez anos, por Diogo Mainardi, a partir de um nome que represente isenção ou quase unanimidade na cultura. Por exemplo, Machado de Assis. Por que um lugar não pode ter a Praça Machado de Assis 1, Machado de Assis 2, Machado de Assis 3, até a Praça Machado de Assis 23?

[author] [author_image timthumb=’on’]https://www.duniverso.com.br/wp-content/uploads/2014/03/foto-antonio-oliveira.jpg[/author_image] [author_info]O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com[/author_info] [/author]

Tomé Ferreira

Graduando em TECNOLOGIA EM MULTIMÍDIA DIGITAL pela UNISUL Iniciei minha carreira como “Desenhista” de prancheta. Arte-finalizava tudo manualmente também fazendo trabalhos esporádicos de Jornalismo Social. Fundei o Portal Duniverso em 2009 iniciando de vez minha saga pelo jornalismo o qual me apaixonei. Vida inteligente na WEB.

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