VAE SOLI!

VAE SOLI!

No Dia dos Namorados, 2020, transforme-se em conchego o confinamento decorrente de covid-19. Seja de luz o nosso olhar para enxergar uma luz no fim do túnel. No túnel do tempo já houve outras pandemias. Todas superadas, em que pese às lágrimas derramadas pela perda de tantas vítimas. Ninguém podia imaginar, mas fomos escolhidos para protagonistas de tempos agonísticos, da ‘arte da luta’ pela sobrevivência. Dias melhores virão. Saibamos valorizá-los…

Por Antônio de Oliveira

No século XVII, o religioso espanhol Tirso de Molina, criador do mito de Don Juan, disse que, no banquete do amor, o ciúme é o saleiro, mas adverte ser erro temperar em demasia. A psiquiatra italiana Donatella Marazziti escreveu “E vissero per sempre gelosi & contenti. Come trasformare un sentimento ‘negativo’ nella chiave della felicità”, livro traduzido, para o português, com este título: E Viveram Ciumentos e Felizes para Sempre.

Tradicionalmente se estabelece esta sequência: namoro, noivado e casamento. Tradicionalmente também se tem como uma das finalidades do casamento o auxílio mútuo. Em latim, “Vae soli!” Ai do solitário! Palavras do Eclesiastes, comumente citadas para lembrar o estado de insegurança do indivíduo que não pode contar com ninguém, principalmente na velhice.

Em linguagem direta, simples e objetiva, pondera o Eclesiastes (4): ”Melhor é, pois, estarem dois juntos do que estar um só, porque levam a vantagem da vida em comum. Pois, se um cai, o outro o sustenta. Ai do que está só! Quando cair, não haverá quem lhe dê a mão. E, se dormirem dois juntos, aquecer-se-ão mutuamente, mas um, sozinho, como se há de aquecer?” Esse pensamento comparece alinhado com aquele da criação da mulher, na linguagem do Gênesis: “Não é bom que o homem esteja só”.

Bonita, para o Dia dos Namorados, a declaração de fidelidade da moabita Rute: Para onde tu fores, eu irei também. Onde quer que mores, estarei eu contigo. Teus amigos serão meus amigos. O teu Deus, meu Deus. Na terra que te receber, quando morreres, nessa morrerei e aí, junto contigo, terei o meu sepulcro. O Senhor me faça isso ou aquilo, desde que não permita separar-me de ti.

Também será um “Dia Branco” se você vier comigo pro que der e vier… Eu lhe prometi o sol, a chuva, esse tão grande amor, grande amor. E o sol saiu, a chuva caiu. Numa praça, na beira do mar, num pedaço de qualquer lugar.

Oh! Oh! Oh! Isso há 50 anos… Até onde a gente já chegou…

No melhor ritmo da canção.

Professor | Escritor | Poeta
Antônio de Oliveira
| Professor | Escritor | Poeta
| endereço:  Belo Horizonte Minas Gerais

Photo by stachoo from FreeImages

Tomé Ferreira

Graduando em TECNOLOGIA EM MULTIMÍDIA DIGITAL pela UNISUL Iniciei minha carreira como “Desenhista” de prancheta. Arte-finalizava tudo manualmente também fazendo trabalhos esporádicos de Jornalismo Social. Fundei o Portal Duniverso em 2009 iniciando de vez minha saga pelo jornalismo o qual me apaixonei. Vida inteligente na WEB.

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