BODAS DE OURO – 50 ANOS

Olá! Celebram-se casamentos. Quando tudo está começando. Com mais razão, celebrem-se aniversários de casamento: 25, 50 anos. Metais preciosos: prata, ouro. Metas auspiciosas, argênteas, aureoladas, acrisoladas. Tim-tim!

BODAS DE OURO – 50 ANOS

Por Antônio de Oliveira

Para Camões, “Que dias há que n’alma me tem posto / Um não sei quê, que nasce não sei onde, / Vem não sei como, e dói não sei porquê. “Tenho seis criados honestos, que me ensinaram tudo o que eu sei: o quê, por quê, quando, como, onde e quem”. Isso diz o poeta Rudyard Kipling, nascido na Índia mas britânico de nacionalidade. Prêmio Nobel de Literatura (1907). No caso do amor, para que se atinjam os 50 anos de casados, haja atenção especial para o criado “Quando”. Na verdade, os outros itens podem variar, são circunstanciais, como onde morar, por que se mudou, o que vai fazer, etc. Entrementes, permanece o amor. Pois, com relação ao “quando” amar, lá diz uma canção italiana: “Ti amo per sempre”. Um grande amor não vai morrer assim, canta Roberto Carlos.

Se alguém perguntar qual o segredo, na prática, dessa longevidade da união, diria três palavras: tolerância, tolerância, tolerância. Mata-se a troco de nada. O substantivo feminicídio tornou-se de uso comum e recorrente na mídia. O mundo está contaminado pelo vírus da intolerância e pela banalidade do mal. Paradoxo rimar amor com tolerância? Mas é justamente o amor, no dizer de S. Paulo, que tudo releva. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera. “Nem sempre o sol brilha, também há dias em que a chuva cai.”

Para embasar, em profundidade, esse tema, quando canta o amor, Renato Russo parte de um soneto de Luís de Camões, passando pela primeira epístola de S. Paulo aos coríntios. Amor é um fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente. Sem amor eu nada seria. Mesmo que, sem precisar alinhavar palavras, eu falasse a língua dos anjos. Só mesmo o amor é bom, não quer o mal nem sente ciúme ou se envaidece.

Ser romântico é preciso. Apesar de o ser romântico se ter tornado uma espécie em extinção. Entanto, canta Vander Lee: Românticos são lindos, limpos e pirados. Choram com baladas. E mesmo certos vão pedir perdão.

Eu, aquário; ela, peixe. O peixe precISA d’água.

Professor | Escritor | Poeta
Autor: Antônio de Oliveira
| Professor | Escritor | Poeta

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Tomé Ferreira

Graduando em TECNOLOGIA EM MULTIMÍDIA DIGITAL pela UNISUL Iniciei minha carreira como “Desenhista” de prancheta. Arte-finalizava tudo manualmente também fazendo trabalhos esporádicos de Jornalismo Social. Fundei o Portal Duniverso em 2009 iniciando de vez minha saga pelo jornalismo o qual me apaixonei. Vida inteligente na WEB.

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