Chorão e Champignon: a morte como ela é

Chorão e Champignon: a morte como ela é

De novo vem a pergunta que não se cala há muito tempo: Por que seres humanos se suicidam tanto?
Dados comprovam que o índice é grande, apenas não é divulgado pela maioria das nações.
Mudando um pouquinho, será que existe suicídio no reino animal?
Etólogos de todo o mundo garantem que não existe. É uma “opção” tipicamente humana.
Mas podemos considerar suicídio uma opção? Ou é simplesmente a falta de opção?
Pelo menos na mente do suicida naquele momento, aparentemente, será falta de opção.
Dos vários mitos seculares que povoam o planeta dois chamam atenção nesta hora: o teórico suicídio do escorpião quando encurralado pelo fogo e do lemingue, saltando de penhascos, supostamente para equilibrar a explosão populacional da espécie.

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Pura lorota!
Pelo menos é o que garante nosso etólogo tupiniquim da USP César Ades.
De acordo com ele o que existe na verdade no reino animal é a entrega total em determinadas situações para salvar filhotes de predadores e de outros perigos da sobrevivência.
Ainda segundo Ades, a explicação no caso do escorpião é que ele perde o controle de sua calda em função do calor e da desidratação que é realmente o que irá matá-lo. E os lemingues (pequenos roedores), habitantes de penhascos na Escandinávia, caem em função do deslocamento desordenado do bando, onde os detrás acabam empurrando os da frente.

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Ontem tivemos a triste notícia que Champignon baixista e atual vocalista da banda A Banca (antiga Charlie Brown Júnior) foi encontrado morto em seu apartamento com uma pistola calibre 38 em sua mão, aparentemente com um tiro na cabeça.
Há seis meses atrás, Chorão vocalista e líder da ainda Charlie Brown Júnior (banda) teve também fim trágico sendo encontrado morto em seu apartamento, porém sem arma em suas mãos.
A arma que Chorão usou foi diferente da de Champignon, porém ambas letais.
Uma tira a vida imediatamente como um sopro de ventania numa tempestade. A outra vai tirando a vida aos poucos a cada dia como uma brisa suave que não deixa rastro mas o resultado é tenebroso no final.

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Assim foi com Alexandre Magno Abrão (Chorão), Luiz Carlos Leão Duarte Junior (Champignon), a bela Cibele Dorsa e por aí vai uma lista interminável que ninguém gosta de lembrar, principalmente os entes mais próximos das vítimas.
Vítimas sim!
Vítimas dessa “moderna” sociedade que mais castra do que incentiva. Vítimas desta guerra interminável pelo poder e pelo “ter” a todo custo doa a quem doer. Vítimas deste raio de falsidade e hipocrisia que rasgou o mundo há muito tempo. E principalmente vítimas de si mesmos por não terem a estrutura psicológica tão, necessária (quem sou eu para julgar) para se enfrentar as insuportáveis volatilidades da abrupta “vida” que vivemos e chamamos de “bela”!
Será?
Difícil falar da morte como ela é sendo que a única certeza que todos temos na vida, é que a encontraremos um dia!
Grande abraço!

Tomé Ferreira

Graduando em TECNOLOGIA EM MULTIMÍDIA DIGITAL pela UNISUL Iniciei minha carreira como “Desenhista” de prancheta. Arte-finalizava tudo manualmente também fazendo trabalhos esporádicos de Jornalismo Social. Fundei o Portal Duniverso em 2009 iniciando de vez minha saga pelo jornalismo o qual me apaixonei. Vida inteligente na WEB.

3 comentários em “Chorão e Champignon: a morte como ela é

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