Quanto Vale Uma Pisada?…
fev14

Quanto Vale Uma Pisada?…

 Quanto Vale Uma Pisada?… Por Antônio de Oliveira Pegada ou pisada… Dá na mesma? Enfim, quanto vale uma pisada? Para começo de conversa, depende. Há quem pise um tapete vermelho como há quem pise abrolhos. Portanto, é preciso abrir os olhos. Uma pisada, num ônibus superlotado, pode custar um grito ou apenas um Ai!… E quanto alguém daria pela marca de um pé descalço nas “yellow sands” da praia, antes, evidentemente, que as ondas a desfaçam? Aliás, esta é uma imagem profunda de como se vão as nossas marcas deixadas nas areias do tempo e não nas fundações sólidas, sobre a rocha, já esta uma imagem bíblica. Construções de classe mais abastada andam desmoronando por aí. Um rasto humano em geral não vale nada de nada. Pegada se diz do vestígio que o pé deixa no solo. Pegada é, pois, sinal, marca, pista, rasto, rastro. Pegada é também o lance em que o goleiro evita que a bola entre no gol, agarrando-a com as mãos. E não nos pés… Talvez nisso, nessa identidade de linguagem, o goleiro se identifique com as pegadas, nos pés, dos colegas de equipe. Antiga unidade de medida de comprimento, um pé equivale a 12 polegadas, ou seja, 33cm. Pisada corresponde também a andadura de cavalo. E tem a ver com ritmo, diapasão, andamento. Quando a dança está boa, nessa pisada a gente vai até o Sol raiar. Por vezes, as pegadas do ladrão fornecem a pista para esclarecer o roubo. Outras vezes, a pessoa, à semelhança de um pichador, faz questão de deixar a marca de seu calçado, hoje em dia em geral um tênis, no cimento fresco da calçada. Que nem um jogador de futebol. Ou artista de Hollywood. Chão de estrelas na Calçada da Fama… Eu, por mim, valorizo os pés de quem anda por aí fazendo o bem. “Pertransiit benefaciendo”, Ele passou fazendo o bem, segundo avaliação bíblica. Finalmente, que se faça o teste do pezinho em todos os bebês. É bom começar a vida com o pé direito, isto é, em condições de uma boa caminhada pela vida afora. Quanto ao valor de uma pisada… O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com Imagem: sxc.hu...

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A Cor e o Tempo
fev10

A Cor e o Tempo

 A Cor e o Tempo Por Antônio de Oliveira O tempo tem cor. Comprovam-no o espelho e os retratos, de retratistas mesmo, que o tempo amareleceu. Fotos cuidadosamente guardadas numa caixa de papelão. Comprova-o a cor dos templos restaurados pela recuperação de sua cor original. A matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto, conhecida como Matriz de Antônio Dias, foi restaurada. Depois de muito tempo com o tom avermelhado, meio puxado para o rosa, com o qual a população se havia acostumado, uma restauração devolveu à igreja o tom amarelo-ocre, rejuvenescendo-a. É que a cor dos templos também envelhece com o tempo. Modifica-se. No caso dos humanos, é impossível recuperar a cor dos cabelos, a não ser artificialmente. Sutil diferença entre pintura e tintura. O sentimentalismo acompanha a história. O tempo desbota. A memória se desbota com o tempo. Mesmo um tecido de cor atraente desbota. Desbotam-se as imagens do passado. Até aquele olhar já não é o mesmo. Desbotou-se com o tempo. O abismo da vaidade não aceita o desbotar do tempo. Como fulana está acabada! Sicrano tá acabadinho, apagadinho. Beltrano não está com a cor boa. Tá descorado. Aquarela descolorida. “A beleza é enganosa, e a formosura, passageira”. Palavras de Salomão. É verdade que, por vezes, a cor pode voltar: A cor dele voltou… Na velhice, cabelos grisalhos, pele flácida, rosto enrugado. Um olhar distante: a juventude, uma lembrança tenazmente guardada. O tempo tem a cor de um fogo arrasador que apaga as paixões. Dragão avassalador a engolir outro fogo, o fogo vivo e vibrante, por vezes inconsequente, da mocidade. A esfinge apresentara o seguinte enigma: “Que animal anda, pela manhã, sobre quatro patas, à tarde sobre duas e, à noite, sobre três?” Como nenhum dos homens acertava a resposta, a esfinge os devorava. Finalmente, Édipo decifrou a charada: “O homem, pois engatinha na infância, anda ereto na idade adulta e necessita de bengala na velhice.” Visual acompanhando a idade. O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com Imagem: wikipedia...

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Volta às aulas: os cuidados que não podem faltar nesse período
fev01

Volta às aulas: os cuidados que não podem faltar nesse período

 Volta às aulas: os cuidados que não podem faltar nesse período  Às vésperas do início do ano letivo, pais e responsáveis precisam redobrar a atenção à rotina dos estudantes. Alguns alunos vão reencontrar os amigos e retomar seus compromissos e tarefas, enquanto outros vão encarar esse novo desafio pela primeira vez, Em ambos os casos, a participação dos pais é fundamental para ajudar as crianças a encarar a nova rotina com entusiasmo, responsabilidade e, acima de tudo, segurança. Veja algumas medidas extremamente importantes para que a volta às aulas ocorra de maneira tranquila e saudável para estudantes de todas as idades. Preparando o material A organização do material deve ser discutida com previamente com a escola. Isso porque o excesso de peso gerado por muitos livros e cadernos pode prejudicar a coluna de crianças e jovens. O ideal é que o peso do material não ultrapasse os 10% do peso corporal do estudante. Por exemplo, uma criança pesando 30 quilos não deve carregar uma carga que ultrapasse 2 quilos. Caso o volume de material exigido não possa ser reduzido, a melhor solução são as mochilas com rodinha, que aliviarão o esforço gerado pela sobrecarga diária. Imagem: reprodução pixabay.com Cuidando da saúde e do conforto Além de averiguar a qualidade do uniforme escolar, que deve ser elaborado com tecidos leves e maleáveis, é muito importante providenciar calçados infantis adequados às atividades escolares. Procure modelos confortáveis e simples, sem tachas, fivelas, saltos e, se possível, sem cadarços para evitar acidentes durante as brincadeiras e aulas de educação física. Intensificando a segurança durante e o trajeto Para os pais ou tutores que serão responsáveis pelo trajeto até a escola, vale lembrar da importância da cadeirinha ou assento para transportar as crianças em segurança. O equipamento deve ser escolhido e instalado no carro de acordo com o peso e idade de cada um. Quem opta pelo transporte escolar deve checar todos os antecedentes do prestador do serviço, assim como as condições da van e de seus equipamentos de segurança. Há também a possibilidade de percorrer o caminho da escola a pé ou de bicicleta, lembrando que o capacete é um item de segurança indispensável no segundo caso. Evite se expor e expor as crianças ao sol nos horários mais quentes do dia,e caso isso ocorra, não abra mão do protetor solar e não se esqueça da garrafinha de água. Grande abraço! Press Office...

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Onde Nascemos
jan30

Onde Nascemos

 Onde Nascemos Por Antônio de Oliveira “Terra patrum”, pátria, país, é o território dos pais, dos antepassados. Terra Mãe. Em uma de suas odes, Horácio, poeta lírico, conclama e Regina Spektor, compositora russa radicada nos Estados Unidos, canta: “Dulce et decorum est pro patria mori”, é doce e honroso morrer pela pátria. Terra natal, ou cidade natal, é o lugar onde ocorreu o nascimento. Jesus nasceu em Belém, mas era conhecido como o Nazareno, ou o Galileu. Paulo de Tarso, na atual Turquia, era também cidadão romano. Aristóteles, o Estagirita, era de Estagira, antiga cidade da Macedônia, hoje na Grécia. Guimarães Rosa, de Cordisburgo, digo, do Sertão: “O sertão está em toda parte, o sertão está dentro da gente. Levo o sertão dentro de mim e o mundo no qual vivo é também o sertão.” “O sertão é do tamanho do mundo.” Carlos Drummond, de Itabira. Machado de Assis e Vinicius de Moraes, ambos do Rio. Pelé, de Três Corações. Dostoievski nasceu em Moscou. Michelangelo em Caprese, na Itália e, também na Itália, Leonardo da Vinci e Dante Alighieri, em Florença. Os compositores Bach, em Eisenach, Alemanha; Mozart, em Salzburg, Áustria; Beethoven, Bonn, no Reino da Prússia, hoje Alemanha. Stravinsky e Tchaikovsky, russos. Os pintores Cézanne, francês de Aix-en-Provence; Portinari, de Brodowski, no interior do estado de São Paulo; Picasso nasceu em Málaga, Espanha. Também na Espanha, Gaudí. Van Gogh, holandês. O sertanejo nasceu “naquela serra, num ranchinho beira chão, todo cheio de buraco onde a lua faz clarão”. O gaúcho nasceu “naquelas terras onde o minuano assobia”. Raul Seixas não diz onde nasceu, pois nascera “há dez mil anos atrás”. Pablo Neruda, chileno de Santiago, passou sua infância em Temuco, que serviu de palco para a sua poesia. Elvis Presley canta: “Home is where the heart is”, não importando  onde tenhas nascido. Roberto Carlos canta “Meu Pequeno Cachoeiro”, seguindo conselho do universal Tolstoi: “Canta a tua aldeia e serás universal”. O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com Imagem: sxc.hu...

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Dicas para pegar a estrada com segurança
jan24

Dicas para pegar a estrada com segurança

 Dicas para pegar a estrada com segurança Imagem: reprodução pixabay.com A segurança na estrada depende de uma série de fatores que vão desde a manutenção preventiva do veículo até a direção defensiva. O perigo na estrada muitas vezes é maior do que dirigir no trânsito da cidade. Isso porque na estrada a velocidade geralmente é maior e qualquer descuido pode ocasionar em graves acidentes. Além disso, os imprevistos acontecem e o motorista precisa saber o que fazer nos momentos não esperados. Antes de sair de casa é preciso certificar-se de que o veículo esteja em boas condições. Para isso mantenha as revisões em dia e consulte um mecânico de sua confiança para que toda parte elétrica e mecânica sejam verificados. Os pneus também precisam ser checados assim como o step. Muitas montadoras oferecem vantagens em relação às revisões, enquanto a Citröen aposta na revisão de R$ 1 real por dia para os modelos Novo Aircross e C3, outras oferecem as primeiras revisões de graça. Isso ajuda muito a garantir o melhor desempenho do carro em diversas situações, principalmente quando pegar a estrada com a família. Imagem: reprodução pixabay.com Muitos acidentes acontecem devido a falta de atenção no volante, por isso é importante que antes de sair em casa o motorista esteja descansado e com boa disposição. Jamais dirija com sono ou cansaço, pois qualquer má disposição pode interferir na atenção e colocar todos em risco. Uma boa dica para as viagens longas é verificar o trajeto e programar paradas para dormir, se alimentar ou apenas para esticar as pernas. Outra dica é levar alimentos leves dentro do veículo para fazer pequenos lanches e manter sempre a energia. Também faz parte da segurança colocar em um local de fácil acesso todos os documentos necessários, inclusive números de emergência. Não esqueça dos documentos do veículo, identidades dos passageiros e até um contato de algum amigo ou parente. Manter tudo isso em um local acessível é importante no caso do veículo ser parado. Se você não tem muita experiência em dirigir na estrada, procure viajar durante o dia, assim você aproveita a luz do dia e ter uma maior visibilidade na estrada. A atenção com os demais veículos é extremamente importante, não esqueça de olhar frequentemente os retrovisores externos e interno, além de muita atenção com os veículos à frente. Dessa forma, com pequenos cuidados a viagem fica muito mais segura, além de evitar estresse com imprevistos. Grande abraço! Press Office...

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Imaginarium
jan24

Imaginarium

 Imaginarium Por Antônio de Oliveira Virgílio louva o homem do campo para quem são destituídas de valor as questões públicas e os reinos destinados a perecer. No original: “non res Romanae perituraque regna”. Hoje, uma imagem insólita, objeto de nostalgia. Modernizada, a fazenda se descaracterizou. Gado de raça, de cocheira; eletrificação, inseminação artificial, manejo de pastagens, ordenha mecânica, camionetas, tratores, registros computadorizados. Tudo, enfim, que traz conforto, racionaliza o trabalho, aumenta a produção, mas desafia, enfrenta, desfigura o sertão. Para João Guimarães Rosa, “Sertão é dentro da gente”, símbolo de troca de senha, apenas. Sertão dentro de mim, sem fim, até o fim, até os confins. O sertão é do tamanho do meu mundo. Sim, amparado por Carlos Drummond de Andrade, posso sempre ter, como Um chamado João: pastos, buritis plantados em apartamento, no peito. Na década dos 40 esse panorama de interior mineiro era diferente. Fazenda antiga, casarão; terra batida, nua, dura e seca pela força dos cascos dos animais, grandes currais divididos pelos pastos. Pastagens extensas, gado solto: nelore, guzerá, caracu, mestiço. À sombra de árvores esparsas, reses ruminando; touros selvagens, em liberdade, alheios à própria imponência, descansados. Dos janelões da casa grande, fincada num pé de serra, uma paisagem descontraída: “Enquanto pasta alegre o manso gado / Minha bela Marília…” Continua o inconfidente Tomás Antônio Gonzaga: ““Atende, como aquela vaca preta / O novilhinho seu dos mais separa / E o lambe, enquanto chupa a lisa teta”. Cai o pano. Rangido, batido da porteira. Taramela. Cerra-se a memória. O moinho não é mais moinho. O sussurro da água se foi. Ou a vida é um moinho, dentro da gente? Mói, mói, mói, até parar. Tritura. Só não mói minha fé. Trocando o sertão por moinho, levo um moinho dentro de mim. Esta vida não será mesmo um moinho? Dom Quixote a combater moinhos de vento como se fossem gigantes de braços enormes. O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com Imagem: sxc.hu...

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