OLHAI E VEDE… E POSICIONAI-VOS!
jul19

OLHAI E VEDE… E POSICIONAI-VOS!

 OLHAI E VEDE… E POSICIONAI-VOS! Por Antônio de Oliveira Quem se envolve em corrupção milionária, e bota milionária nisso, mata crianças, no sentido real, por falta de assistência à saúde, mata doentes por falta de hospitais, mata o conhecimento, por antecipação, mata pessoas em acidentes por falta de estradas decentes, mata até a esperança, que é a última que morre, mata pela desilusão e descrença dos cidadãos, mata a credibilidade ante o mau exemplo que vem de cima, mata os sonhos no nascedouro, mata o Brasil por falta de investimentos em educação, cultura, esporte, lazer, segurança, sistema prisional, patriotismo, ordem e progresso. Quem mata é… O ladrão comum rouba dinheiro, carro, celular, relógio, joias. O político corrupto, e está difícil encontrar um ficha-limpa, proporciona desassossego, rouba saúde, educação, transporte, cultura, segurança, emprego, paz… A diferença está em que o ladrão comum escolhe a vítima, o eleitor escolhe o político corrupto. Elege, reelege, reelege… Em vez de embalar como o vento a brincar nas árvores, num clima de bonança, o corrupto milionário é como o vendaval que açoita as folhas das mais altas mangueiras, turbilhão avassalador, genocida de leso-patriotismo. Muito pior do que comprar voto de eleitores desavisados ou descomprometidos é vender voto no parlamento em troca de favores, verbas e cargos… Com acerto é descrito por Euclides da Cunha o desacerto dos corruptos, em Os Sertões: “Se um grande homem pode impor-se a um grande povo pela influência deslumbradora do gênio, os degenerados perigosos fascinam com igual vigor as multidões tacanhas”. Millor Fernandes acha “eficiente” um congresso assim: “Isto sim é que é Congresso eficiente! Ele mesmo rouba, ele mesmo investiga, ele mesmo absolve”. Eficientes, nesse sentido, o são também Assembleias e Câmaras, autoridades públicas, em geral. Antigo bordão popular já dizia: “Da barriga de mulher grávida e da cabeça de juiz nunca se sabe o que sairá…” O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com Imagem: wikipedia...

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LEILÃO DO MEIO AMBIENTE
jun05

LEILÃO DO MEIO AMBIENTE

 LEILÃO DO MEIO AMBIENTE Por Antônio de Oliveira A natureza está morrendo. Por enquanto, em agonia. Despojos a leiloar. Consequência do consumismo, da depredação, da sujeira, da poluição, do desmatamento, do lucro desmedido do ser humano considerado a medida de todas as coisas. Um quadro de desolação ambiental como o de pós-desastre ecológico de Mariana, de proporções avassaladoras do sistema Terra, consequentemente dos seres vivos. Não bastassem as forças da erosão que eventualmente castigam e desfazem a beleza paisagística de bosques, pradarias e montanhas. À sombra de uma árvore, de águas abundantes em seus limites, um banco tosco se torna macio. Como é desolador o ambiente do leito seco de um rio outrora caudaloso ou de uma bica que corria incessante. Quando, então, não mais se ouve o som puro de seu marulhar cadenciado. Da cadência da natureza. Em 1984, versejando como de hábito, Carlos Drummond de Andrade já fazia os cálculos: “De cada cem árvores antigas /restam cinco testemunhas / acusando o inflexível carrasco secular. / Restam cinco, não mais. Resta o fantasma / da orgulhosa floresta primitiva”. Imensamente mais significativo que o tapete vermelho de astros e estrelas de Hollywood é o tapete verde da natureza sobre a superfície da terra. Imagem, aliás, de Monteiro Lobato: “A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra. Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem”. Palavras adultas e atuais, tanto de Drummond como de Lobato. Na medida certa, o dinheiro tem seu lado utilitário: põe a mesa, financia o livro, alimento da alma; paga o remédio, banca o progresso, o lazer. Entretanto, por detrás do dinheiro e atrás dele, essa fúria devastadora em busca de mando, prestígio, poder, glória. Ambição, muita ambição. Propinas que escorrem por um saco sem fundo, ou por um encanamento volumoso. Descaso sem medida e sem fim, desmedido, inconsequente… O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com Imagem: sxc.hu...

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Quando terminam as obras em Belo Horizonte?
jun01

Quando terminam as obras em Belo Horizonte?

 Quando terminam as obras em Belo Horizonte? Passeando pelo blog do amigo José Walker, deparei com um intrigante artigo sobre as questões das obras (algumas intermináveis) de Belo Horizonte. José chama atenção para um ponto muito interessante, no mínimo, passível de suspeição, que diz respeito ao prazo de execução das mesmas. Nestas épocas sobre “ondas” de Aécios, Dilmas, Temers e Lulas das Silvas, nada mais apropriado do que checar e vigiar constantemente nosso dinheiro (não só o público), para onde está indo e como está sendo gasto! Haja “cueca” para tanta bandalheira!   Estão pensando que somos tolos? Por José Walker,  06/01/2017 Porque será que em Belo Horizonte existem tantas obras paralisadas ou devagar quase parando com placas indicando apenas o prazo de execução? Estão pensando que somos tolos? É muito cômodo! Colocam o prazo de execução, normalmente em dias, só para dificultar a nossa “fiscalização”. Afinal, quem vai se lembrar que 720 dias, por exemplo, correspondem a dois anos? E como se não bastasse, omitem também a data de início. Assim fica difícil saber quando as obras vão ser concluídas, não é mesmo? Atrasos e paralisações acontecem. Mas não pensem que somos tolos, não tentem nos enganar, omitindo ou prestando informações incompletas. Um bom exemplo é a reforma da Escola Estadual Barão do Rio Branco na avenida Getúlio Vargas, na Savassi, que vem se arrastando há um bom tempo. Tudo bem que é uma obra de restauração e requer maiores cuidados, mas quem nos garante que já não deveria estar concluída? Vejam em detalhe a placa principal e tirem suas conclusões. Observem o prazo de execução: 900 dias. Porque não colocaram 2 anos e 6 meses ao invés de 900 dias? E a data de início, onde é que está? Ahhh… tenham paciência! E olha que a reforma da Barão do Rio Branco é apenas uma entre várias outras obras na mesma situação. Quem não fica incomodado com a interminável reforma do prédio conhecido como Rainha da Sucata na Praça da Liberdade, para onde será transferido (quando?) o Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves? Ou com a reforma do antigo prédio do IPSEMG, também na Praça da Liberdade, onde funcionará (quando?) a Escola de Design da UEMG? Observem a quantidade de placas. Agora, obra mesmo que é bom… E a construção do Espaço Multiuso no Parque Municipal, onde funcionava o antigo colégio IMACO (imagem de abertura deste artigo), que está paralisada e sem qualquer perspectiva de retomada? Queremos transparência! Ao iniciarem uma obra, coloquem placas com todas as informações necessárias e se houver algum contratempo, algum imprevisto, justifiquem a paralisação ou o atraso e retifiquem as informações. Quanto maior a paralização ou o atraso, maior...

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PECADO SEM CULPA
maio23

PECADO SEM CULPA

 PECADO SEM CULPA Por Antônio de Oliveira “Quando eu, político eleito para representar o povo, deixo de declarar uma mansão ao imposto de renda, uma casinha modesta, aqui no bairro Paraíso Fiscal de Brasília, ou noutro lugar privilegiado, deixo de fazê-lo por um lapso. Meus advogados nem para me lembrarem desses detalhes. Ah! Esses… Além disso, receita é receita. O bolo vem depois dos ingredientes devidamente dosados, negociados e distribuídos leoninamente. Quem parte e reparte fica com a melhor parte. Todo o mundo sabe que leão é um animal selvagem. Não dá para facilitar. Prefiro nem chegar perto. Mantenho distância. Idiota de quem se deixa abocanhar. Minha vida é um livro aberto. É verdade que, às vezes, surge uma denúncia, denunciazinha, alguns milhões apenas, marolinha, mas tenho Deus por testemunha, é tudo intriga da oposição, ilações de uma imprensa mafiosa e denuncista, fascista, que prejulga, não prova nada. No mais, tanto escândalo neste país! Em pouco tempo um encobre o outro e deixa tudo empilhadinho na seção DP (Decurso de Prazo). Ninguém nunca provou minha ligação com traficantes nem com empresários suspeitos ou que eu tenha dinheiro no exterior. Também não sou muito de laranja, não distribuo nada para minha família, meus parentes que façam concurso. Minha fortuna, fruto do infortúnio de muitos? Não é bem assim. Inveja do empreendedorismo, meu e dos meus apaniguados. Disse e repito. Esqueçam o que eu escrevi. Pela direita, te locupletarás acintosamente. Esqueçam o que eu dizia. Era o contexto. A luta continua… Quem disse que não? Pela esquerda, te locupletarás aleivosamente. Pra que juntar tanto dinheiro? Perguntam alguns otários. Como é bobinho esse pessoal da ética. Até parece ONG ambientalista. Posso ser adepto da propina, mas rendo homenagens à transparência. Sigo à risca esse catecismo. Que até pode rimar com cinismo, mas estou longe disso. Conto com a indulgência suprema do foro privilegiado. Que me redime dos pecados.” O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com Imagem: sxc.hu...

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Ong ASPAC acolhendo vidas
maio09

Ong ASPAC acolhendo vidas

 Ong ASPAC acolhendo vidas Fiquei admirado com excelente trabalho da ASPAC em Belo horizonte. É um exemplo vivo de que, quando existe união, vontade, amor e solidariedade, é possível sim, promover qualidade de vida à um grande número de pessoas, transformando a sociedade e tornando o país melhor para se viver! Conheça a ASPAC. A Associação de Pais e Amigos do Centro de Reabilitação – ASPAC é uma instituição filantrópica, apolítica, que presta assistência clínica, psicológica, pedagógica, nutricional entre outras, para crianças, adolescentes, portadores de necessidades especiais e pessoas que se recuperam do envolvimento com drogas de Belo Horizonte. A idéia da construção da ASPAC surgiu em 2000 através da proprietária da Clínica de Reabilitação e Integração Social – CRIS, Cláudia La Badié. A Clínica CRIS atendia diversos portadores de necessidades especiais em diversas modalidades clínicas, no decorrer do tempo, a proprietária percebeu que muitas pessoas não dispunham de condições financeiras para arcar com os custos de um tratamento especializado. Daí surgiu a idéia da ASPAC que é fazer atendimentos clínicos às pessoas que não podem pagar um tratamento. O trabalho da ASPAC é muito interessante por ser multidisciplinar, pois as pessoas que são atendidas, não recebem atendimentos isolados, mas sim atendimentos que se complementam, como nutrição e psicologia, fisioterapia e terapia ocupacional, dentre outras etc. Embora essa idéia tenha surgido antes, somente em 2001 que a ASPAC iniciou suas atividades, registrando-se como sociedade civil, com a razão social de “Associação de Pais e Amigos do Centro de Reabilitação” na região do bairro Planalto em Belo Horizonte. A ASPAC recebeu este nome por ser a vontade de pais, amigos e comunidade, para que todos tenham o direito de ser atendidos, independente da situação financeira. O principal desafio da fundação da ASPAC foi a ausência de verbas disponíveis para investimento em equipamentos e instalação física. Mas mesmo assim a ASPAC conseguiu se manter e atualmente atende 300 pessoas por mês.    MISSÃO Promover o bem estar para pessoas carentes, através de tratamento e acompanhamento clínico, buscando reintegrá-las à sociedade. VISÃO Se consolidar como uma associação atuante em Belo Horizonte e região metropolitana, prestando atendimento de excelência aos seus pacientes. VALORES Para a ASPAC, a valorização da vida e da saúde está em primeiro plano; Busca constante pelo resgate à dignidade humana, ajudando sempre o próximo; Valorização do ser humano, tratando o paciente de forma individual e humanizada; Trabalho com seriedade e respeito; Além de prestar um bom atendimento, a ASPAC também tem o intuito de levar alegria aos pacientes.    LOCALIZAÇÃO A ASPAC está localizada à rua Fernando Ferrari, nº 173, no bairro Planalto – Belo Horizonte/MG. OBJETIVOS Os objetivos...

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S.O.S. GUARDA-CHUVA
maio09

S.O.S. GUARDA-CHUVA

 S.O.S. GUARDA-CHUVA Por Antônio de Oliveira Um guarda-chuva resguarda as pessoas da chuva ou do sol. No caso do sol, seria, propriamente: guarda-sol, para os homens; para as mulheres, sombrinha. Conhecido também como chapéu-de-chuva, chapéu-de-sol, chapéu, para-sol, para-chuva, umbela, barraca. O papagaio Zé Carioca é retratado carregando um guarda-chuva e é identificado com o malandro carioca, sempre se safando dos problemas com esperteza. Até debaixo do guarda-chuva aberto, como no filme “Cantando na chuva”, se pode dançar. Elis Regina “dança na corda bamba, de sombrinha”. Mary Poppins usa um guarda-chuva mágico como paraquedas. O extinto Banco Nacional era conhecido como o banco do guarda-chuva. Qualquer semelhança com o foro privilegiado não é mera coincidência. O povo, que está na chuva, é para molhar. No político resguardado pelo foro privilegiado, cujo nome está dizendo que é um privilégio, nem respinga. E aí, enquanto o povo senta e chora, ele deita e rola e, quando ameaçado, além da figura da prescrição, cria privilégios, novas salvaguardas, dando uma de inocente e repudiando qualquer denúncia como falsa, descabida, arbitrária, sem provas, meras ilações; denúncia não confiável, desvairada, infundada, retaliação. E então as defesas, todas, acessam a mesma tecla “S.O.S. guarda-chuva”. Tudo dentro da lei e dos intérpretes da lei. Durante muito tempo o Brasil foi considerado o maior país católico do mundo. Atualmente, carrega a pecha de um dos países mais corruptos. Triste, lamentável classificação! Costuma-se fazer distinção entre corruptor e corrupto. Mas, afinal, quem é o corruptor e quem é o corrupto? Em geral se denomina corruptor aquele propõe primeiro, quando na verdade o outro estava doido para ouvir a proposta e fazer sua contraproposta. Questão de ação e reação. Eva, que foi corrompida pela serpente, corrompeu Adão. Deu no que deu. Guarda-chuva tentador, mágico protetor da imunidade debaixo da inarredável barraca da impunidade. O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com Imagem: sxc.hu...

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