Me Engana Qu’eu Gosto…
jan16

Me Engana Qu’eu Gosto…

 Me Engana Qu’eu Gosto… QU’EU GOSTO… Por Antônio de Oliveira Denúncias e respostas: Acusado de assalto, assessor parlamentar é preso. Nunca trabalhou com o deputado. Rodovia esburacada. Providências estão sendo tomadas. Falta remédio no SUS. Em breve será publicado o edital de licitação. Corrupção: A prestação de contas obedeceu à legislação vigente e foi devidamente aprovada pelos órgãos competentes. Fiquei surpreso. Nem conheço o delator, provavelmente um maluco, um sacripanta, um… e não tenho nada com isso. Acusações infundadas, levianas e sem provas evidentemente não merecem crédito. Não passam de ilações. Jogo baixo. Tudo mentira. Tudo não passa de uma farsa bem arquitetada. Intriga da oposição. Faltam provas. Sempre tive vida ilibada. Perseguição política. Conduta irrepreensível. Inflação: a culpa é da herança maldita, das elites, dos anos de chumbo, da classe média, do sistema, da estiagem prolongada, da crise internacional. Daí também: crise na saúde, na educação, nos transportes, nos presídios… Vamos diminuir os gastos públicos. Trabalhamos para o bem do Brasil e em benefício de todos os brasileiros. Vindo de Brasília: Aqui, neste espaço, deste planalto central, a política é a busca do melhor para o País. Para os descamisados, pobres e excluídos, trabalhadores, brasileiras e brasileiros, companheiras e companheiros, o partido de todos nós é o Brasil. O Brasil da Copa das Copas e das Olimpíadas. A partir do dia da faxina nacional contra a dengue, todos os órgãos públicos federais terão seus prédios e adjacências livres de qualquer água parada. Vocês, da televisão, podem voltar aqui e verão que tudo estará limpo… Para o Presidente, rebelião que matou 56 presos em Manaus foi um ‘acidente’. Afirma um secretário do governo federal sobre chacinas de presos: “Tinha que matar mais.” Governador diz que ‘não tinha nenhum santo’ entre os presos mortos. Solução insólita: criar mais um ministério… Palavras e atos identificam seus autores. Na hora… O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com Imagem: sxc.hu...

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Vaidades das Vaidades
dez09

Vaidades das Vaidades

 Vaidades das Vaidades Por Antônio de Oliveira Tentação do poder absolutista. O mundo atual vive dois grandes problemas: os ditadores, cruéis ou populistas, e a irracionalidade dos atentados. O Brasil não deixa por menos nem fica atrás. Podemos não sofrer ações terroristas, mas a violência assola o País, de Norte a Sul, enchendo baldes de sangue durante nossos telejornais. O país está afetado e infestado de políticos ambiciosos de ambição desmedida. O povo, desamparado. Burras cheias lá, saco cheio cá. Sustentamos sessões e mais sessões parlamentares para salvar, deles, os próprios mandatos e benefícios, imunidade, foro privilegiado, e outros privilégios. O grande esforço de trabalho deles é meramente salivante. Falas e mais falas, discursos e mais discursos, ora algumas pérolas de retórica, outras vezes ideias desvairadas e estapafúrdias. Mas o que prevalece são os sofismas. Falsidades bem articuladas com aparência de verdade. Para tudo cabe negativa ou justificativa. Pares julgando pares, aliados deste ou daquela digladiando-se para ver quem leva mais vantagem. Poder pelo poder. Nada de representação, senão de “autorrepresentação”. Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade, proclama o Eclesiastes. Vaidade é amontoar riquezas perecíveis e nelas pôr a sua confiança e a sua razão de viver. Vaidade é também ambicionar honra e desejar posições de destaque. Essas advertências constam do jurássico, ainda atual, Imitação de Cristo. Filósofo e prosador grego, Plutarco escreveu Vidas Paralelas. Dessa obra originou-se o termo varão de Plutarco, significando homem probo, com uma extensa folha de serviços prestados à Pátria. Isso, dito há tanto tempo, ainda diz alguma coisa nos dias de hoje? Estamos em busca de varões de Plutarco na nossa vida pública, por sinal, uma área minada, uma represa de águas turvas, apodrecidas. Moralizar é preciso. Está difícil, mas a esperança é a última que morre nos corredores de nossos postos de saúde e hospitais públicos.   O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com Imagem: wikipedia...

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Ciscando Aberrações
dez01

Ciscando Aberrações

 Ciscando Aberrações Por Antônio de Oliveira Exemplos podem constituir-se em amostras representativas. Na verdade, não se devem desprezar os fragmentos de dois versos do poeta Virgílio, na Eneida (II, 65): “Et crimine ab uno disce omnes”. Por um crime aprendei a conhecê-los todos. Enéias refere-se aos gregos e aos seus ardis traiçoeiros. Geralmente citam-se apenas as palavras: “Ab uno disce omnes”. Por um, ou de um, aprenda todos. Se numa passagem de nível sem sinalização ocorreu um único acidente, isso já é motivo bastante para as devidas providências, o que não quer dizer que se deva esperar acontecer para colocar placas de sinalização. Normalmente os primeiros assaltos levam as vítimas a tomarem mais cuidado. A dissecação de um caso, por meio de seu estudo aprofundado, pode eventualmente proporcionar o conhecimento de determinado fenômeno físico, social, político-econômico. Consta que a ex-presidente requereu o ironicamente apelidado de bolsa-combustível, privilégio dos ex-presidentes, uma modesta cota de 3000 reais por mês. Valor este, apenas para combustível, muito, muito superior ao estipulado para o bolsa-família. Assim caminha o nosso Brasil, onde os políticos e autoridades ganham imensamente mais que nós, seja de proventos seja de mordomias. E de roldão consciente embarcam todos eles, independentemente de sigla partidária, ideologia, nível federal, estadual, municipal. Mordomias não têm coloração partidária e as ideologias caem por terra nessas ocasiões. Dessa forma, não somos iguais perante a Lei. Num encontro sobre segurança pública realizado em Goiânia, em novembro de 2016, Carmen Lúcia, presidente do STF, comparou: “Um preso no Brasil custa 2400 reais por mês e um estudante custa 2200 reais por ano”. Em seguida, ponderou: “Alguma coisa está errada na nossa pátria amada”. Ninguém se empenha em corrigir distorções dessa natureza. Redirecione-se a frase de Shakespeare, em Hamlet, há algo de podre “em teu seio”, ó pátria amada!… O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com Imagem: wikipedia...

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Eu Não Acredito
nov14

Eu Não Acredito

 Eu Não Acredito Por Antônio de Oliveira Eu não acredito no Brasil enquanto houver tantos marajás e maranis do serviço público, nos três poderes e nos três níveis, municipal, estadual e federal. Eu não acredito no Brasil enquanto houver supersalários para uma elite do serviço público, além de tantos penduricalhos a encherem contracheques de cima a baixo. Eu não acredito no Brasil enquanto houver foro privilegiado e imunidade parlamentar, sinônimos de impunidade. Eu não acredito no Brasil enquanto houver aposentadorias precoces, depois de tão pouco tempo e de tão elevados proventos para as elites do serviço público, nos três níveis. Eu não acredito no Brasil enquanto houver tanta desigualdade social, tamanhas corrupções institucionalizadas, tantos descamisados. Eu não acredito no Brasil enquanto houver obras inacabadas, mal acabadas, superfaturadas, falta de atendimento decente à saúde pública, escolas insuficientes e, se existentes, sem recursos e manutenção. Eu não acredito no Brasil enquanto não se der o devido valor aos professores, ao pessoal da área da saúde e da segurança pública, à cultura. Eu não acredito no Brasil enquanto houver estradas esburacadas, transporte público desumano, vazamentos de rejeitos com todas as suas nefastas consequências para a vegetação e para o ser humano. Eu não acredito no Brasil enquanto os ministros do STF não forem escolhidos por concurso. Eu não acredito no Brasil enquanto rios dantes navegáveis, hoje cloacas, não se recuperarem. Eu não acredito no Brasil enquanto madeireiros irresponsáveis desmatarem indiscriminadamente nossas matas visando ao lucro ilimitado. Eu não acredito no Brasil enquanto houver tantos motoristas a serviço de representantes públicos, auxílio-moradia, carro oficial, combustível, seguranças a fartar, cabeleireiros de montão, engraxates, chusmas de assessores, propina. Eu não acredito no Brasil enquanto houver brigas partidárias e ideológicas e o povo for considerado apenas um mero detalhe. O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com...

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Enigmas da Vida
set08

Enigmas da Vida

 Enigmas da Vida Por Antônio de Oliveira   Indagamos frequentemente sobre o milagre da vida e o mistério da morte, sobre acontecimentos rotineiros ou impactantes. Tragédias que ocorrem naturalmente, como terremotos, com trágicas consequências para inúmeras pessoas. Questionamos as causas de um vazamento aterrador, como em Bento Rodrigues, região de Mariana. Por que as coisas são como são e não como deveriam ser, de acordo com a nossa concepção? Por que os maus, matadores e desmatadores, levam vantagens e os justos padecem tribulações? Ficamos impressionados com a força atrativa do dinheiro e com a corrupção de políticos que não se emendam e querem sempre mais para si mesmos. Com a fome de poder de coronéis calculistas, matreiros, opressores, vingativos. Com extremistas que bombardeiam cidades e lugares de grande valor histórico, destruindo, num átimo, o que levou anos para ser edificado graças ao lavor de exímios artistas. Sem sensibilidade, portanto, em relação à cultura e ao ser humano. Com a tamanha mediocridade de valores que se sobrepõem a valores mais elevados e com a banalização do mal. Como um país como o nosso possa girar meses e meses em torno de duas ou três pessoas. Enquanto isso, economia estagnada, população perplexa, gastos exorbitantes com reuniões e mais reuniões de bate-boca entre parlamentares pouco afeitos ao debate objetivo. Imposto a rodo e que, depois de recolhido, deixa de ter dono, “res nullius”, e se torna do primeiro que aparecer, “primi possidentis”. Ilusão ou má-fé de que o dinheiro cai do céu. Falta honestidade, respeito, objetividade na condução da coisa pública. Se não somos negativistas, procuramos nos manter jovens e firmes no espírito e na interpretação mais elevada dos acontecimentos. Se se tem fé realmente, embora sempre meio obscuramente, hierarquizam-se os valores espirituais acima dos bens materiais, a alma acima do corpo, a moral acima de atitudes dúbias, os saberes conscientes bem acima dos alienantes. O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com...

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Tudo a Ver
ago27

Tudo a Ver

 Tudo a Ver Por Antônio de Oliveira Carnaval do Rio: ricas e criativas alegorias. Jesus nutria inteligências e corações com parábolas. De metáforas nos fartamos, almoço e janta. Alimentamos e ruminamos e remoemos ideias e emoções. Mas “philosophy makes no bread”: Ideologia não enche barriga. Haja vista os discursos vazios mastigados pelos políticos, o que nos deixa a alma a ferver, a discussão esquenta, o sangue fervilha nas veias. Nosso organismo não digere lábias. Melhor seria degustar receitas palatáveis. Não dá mais para engolir. Ou se come de raiva. E não se nutre. Um bate-papo que não enche o papo. Mas tapeia. Força da abstração, fome de votos, eleitor no papo. Nunca antes, na culinária deste país, se serviu tanta gororoba. Desse jeito dá enjoo e vontade de vomitar. O líquido reflui. A ambição devora nossas autoridades e políticos, que consomem nosso tutu. Nossos doces sonhos se tornam amargos e se vão no prato feito de mexido azedo e indigesto que eles nos servem cozinhando o galo com ideias refogadas e grelhadas no forno, em fogo baixo, em banho-maria. Nutrem, desnutrem nossa esperança com saladas de promessas. O mercado não aquece. O povo sobrevive raspando o fundo do tacho enquanto eles e seus comensais se refestelam em regabofes, vinho e uísque. Passamos a vida pensando, falando e pisando metáforas, pois elas põem a mesa. Que o digam economistas e chefes de cozinha. A semelhança do título, em português, do filme O Carteiro e o Poeta, poderia ser feito O Cozinheiro e o Poeta. No fundo, poesia é metáfora. Vejam só! Sarcástico, em grego, significa comer carne e se relaciona com sarcófago, literalmente um túmulo para a carne, comedor de carne, carnívoro. Também o homem do campo faz uso de metáforas à saciedade. E ainda há quem não aprecie poesia. Panela velha é que dá comida boa vai além, por analogia, do seu significado literal. Finalmente, a bíblia manda comer o livro, de sorte que a nossa boca se torne doce de onde corre leite e mel. O professor Antônio de Oliveira, cronista fascinante, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com...

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